segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Adeus

E eu estou fechando um ciclo da minha vida, mais uma vez. O segundo adeus que dou a uma coisa que me faz tão bem, que me deixa leve. O collant sempre foi minha segunda pele, e eu nunca neguei. Ninguém, graças a Deus, falou pra mim que ballet é coisa de menininha. A dança em si, deixa o corpo e a mente em paz com o mundo. E é isso que eu sinto quando estou no palco. Livre, leve e VOANDO. Asas. Sapatilhas. Coque. Tudo muito certinho e muito perfeitinho. O ballet é isso. Delicadeza, leveza e precisão. Cada passo, pulo e port de brass(que na tradução literal significa 'transporte dos braços', mas pode ser entendido como 'movimento dos braços'), é friamente calculado e não deve haver nenhum erro. Sincronia também é levado em conta. O que as pessoas não percebem é que por trás da dança perfeita, cabelo arrumadinho e maquiagem impecável, é que há todo um mundo misterioso por trás. Há a interação do corpo de baile, muito laquê nos coques, dores por causa das sapatilhas de ponta... Ah, a tão sonhada sapatilha de ponta... Pra quem vê, não há beleza maior. Pra quem usa, não há INCOMODO maior. É bonito? Sim. É incrível? Sim. É doloroso? Também, mas a beleza e magia de se estar usando uma sapatilha de ponta supera tudo isso. E eu estou encerrando um capítulo da minha vida que comecei com 9 anos de idade. Eu estou deixando para trás as sapatilhas, o collant, as meias rasgadas, o coque perfeito, a ansiedade de um espetáculo (dia 7 e 8 de dezembro ocorreu o espetáculo 'Era uma vez' e a foto do início é do primeiro dia, dos personagens 'Alfaiates Valentes'), os gritos da professora com algum passo errado, os abraços das bailarinas menores, as conversas com as bailarinas iniciantes, e o palco. O palco será deixado para trás, mais uma vez. O palco onde muitas vezes, foi meu porto seguro. E onde me deu asas para ser alguém diferente, pelo menos por uma noite. O palco onde eu podia ser quem eu quisesse...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Família

FAMÍLIA. Pra algumas pessoas, o significado dessa pequena palavra é problema, confusão, irritação. Eu realmente não sei o que essas palavras tem a ver com a família. Pra mim, uma família apoia, suporta, te faz feliz e quer sempre o seu bem. Eu sei disso, por que durante pelo menos metade desse ano, fiquei pensando em qual curso faria na faculdade. Desde os 8 anos de idade eu queria um curso, e não abria mão: MEDICINA. Na metade do ano, eu simplesmente... Desisti. E foi aí que eu entendi a importância da família na vida de todo mundo. A minha família? Me apoiou. Enquanto eu chorava, sem saber qual curso eu optaria, meus pais estavam do meu lado, enxugando minhas lágrimas, e levando pra longe todas as minhas aflições. Eu sei que eu não deveria ter me preocupado em escolher um curso no segundo ano do ensino médio, mas na minha cabeça eu deveria escolher logo, para no próximo ano estudar e me entregar ao que eu quero fazer. E eu escolhi. Eu escolhi a psicologia. E meus pais não desistiram de mim. Minhas tias e meus tios não desistiram de mim. E é pra isso que a família serve. Segurar você em momentos de aflição, de desespero. E é por isso que a família, deveria ser o seu bem mais importante de todo o mundo. A minha é. INCONDICIONALMENTE.


"Eu começaria a me preocupar se vc não estivesse vivendo este momento com saudades. Aí sim me levaria a crer q o q vc viveu não teria valido a pena. Ninguém está preparado para o dia seguinte. Puro desafio. Cada dia é um "adeus" para que nós choremos mais tarde de "saudades". Feliz aquele que tem uma história para contar. Feliz você que não se sente preparada p o próximo dia pq o dia seguinte será totalmente imprevisível. Isso o que vc sente é a beleza da vida. Ser certinha demais, com tudo escrito e agendado, não funciona mesmo. Jogue as suas inseguranças no liquidificador e aparecerá para degustação diária um delicioso chá pra ser saboreado como fonte de energia para o dia seguinte.
Lembre-se querida : A VIDA LHE SORRIRÁ EM ABUNDANCIA qdo somos verdadeiros em nossos sentimentos. E você é VERDADEIRA !!"
Minha tia, madrinha, e inspiração como mãe e mulher, Lourdinha

"Minha querida, não se preocupe com esse sentimento de saudades... O bom é isso olhar para trás e sentir saudades... Saudades do que vc viveu, das alegrias, das tristezas... Ainda bem que vc tem muito do que lembrar... Ame muito, sorria, chore, tudo isso fará parte da sua trajetória... de suas lembranças.Viva a vida! Viva a sua vida! Te amo minha filha."
Minha mãe, amiga, e confidente, Bernadete

"Independentemente das suas escolhas, de suas dúvidas, estaremos sempre ao seu lado. Assim como sua mãe falou, ame, viva cada dia com intensidade, curta cada momento de sua vida, sorria, chore. aconteça o que acontecer, estaremos sempre ao seu lado. Amo vcs incondicionalmente."
Meu pai, amigo, companheiro de comida e de esportes, Júnior

PS.: Ainda bem que não dá pra ver todas as lágrimas que eu derramei escrevendo o post, e lendo os comentários.

domingo, 1 de dezembro de 2013

O inicio

30 de novembro de 2013. Um dia depois da formatura do terceiro ano do colégio. Aniversário da minha tia e da minha prima. Eu e minha irmã estávamos na casa da minha tia, por que meus pais estavam viajando. Era a entrega de notas na escola, onde eu saberia se eu passei de ano direto, ou iria para a recuperação. Como meus pais estavam viajando, a coordenadora da escola, que é amiga deles, iria pegar minhas notas. Ela pediu no dia anterior que eu ligasse, para ela lembrar. 8:33h. Eu estava na cozinha com minha tia e minha prima, e lembrei de ligar. Foi nesse exato minuto que eu recebi a noticia que eu e minha irmã tínhamos passado direto. Pulos, gritos e sorrisos. Eu realmente não esperava que isso acontecesse, e minha irmã também não. Eu tinha quase toda a certeza do mundo que eu ficaria em recuperação em História. E não fiquei. E foi quando a adrenalina abaixou no sangue, que eu me dei conta que eu vou dar adeus a escola. Eu vou dar adeus a uma história no colégio. Vou dar adeus aos professores que eu amo de paixão (e outros nem tanto). Vou dar adeus a pessoas que me apoiaram em momentos difíceis, de indecisão, de desespero, de alegria e cumplicidade. Um fato é que nenhum aluno gosta da escola, de estudar, da maioria dos professores... Mas no último ano, você fica nostálgico. E mesmo não estando matriculada oficialmente no terceiro ano, eu já sinto isso. Eu estou triste por que vou dar adeus a isso tudo. E vou começar uma nova fase da minha vida, a chamada VIDA. Vida essa, que vai me dar mais desafios do que eu gostaria, me dar obstáculos e preocupações. Eu ainda não estou preparada para "a vida". Eu não estou preparada para dizer adeus. Não estou.